A partir de 01 de janeiro de 2026, a Meta (Facebook e Instagram Ads) passará a repassar diretamente aos anunciantes o valor dos impostos incidentes sobre a veiculação de anúncios.
Na prática, isso significa que o custo para anunciar aumenta em média 12,15%, e empresas que não ajustarem seus orçamentos podem sentir queda imediata em alcance, performance e volume de resultados.
Neste artigo, vamos entender de forma simples, prática e aplicada como funciona o novo modelo, o impacto real nos investimentos e como ajustar corretamente os orçamentos, evitando erros comuns.
O que mudou na cobrança de anúncios da Meta?
Até 31/12/2025, o imposto estava embutido no modelo de cobrança da plataforma. A partir de 2026:
- A Meta passa a discriminar o imposto
- O valor do imposto não gera entrega de anúncios
- O anunciante precisa considerar esse custo extra no planejamento
Impacto médio: aumento real de 12,15% no custo total.
Como fica na prática? (com exemplos reais)
A mudança afeta diretamente a forma como o orçamento disponível para anúncios deve ser calculado, e isso varia conforme o método de pagamento.
Pagamentos pré-pagos (PIX ou Boleto)
Nesse modelo, agora o imposto é descontado do valor pago, reduzindo o saldo efetivamente disponível para anúncios.
Exemplo:
- Valor pago: R$ 1.000,00
- Imposto médio (12,15%): R$ 121,50
- Saldo real para anúncios: R$ 878,50
Ou seja, o cliente paga R$ 1.000,00, mas apenas R$ 878,50 gera mídia.
Como lançar corretamente:
Para clientes que pagam via PIX ou boleto, basta considerar o valor total, menos 12,15% como orçamento de mídia.
Pagamentos pós-pagos (Cartão de crédito)
Aqui está o ponto que mais gera confusão.
No pagamento pós-pago:
- O valor investido em mídia é lançado primeiro
- O imposto é cobrado depois, somando ao total da fatura
Exemplo direto:
- Gasto em anúncios: R$ 1.000,00
- Imposto (12,15%): R$ 121,50
- Total cobrado no cartão: R$ 1.121,50
Ou seja, se o cliente autorizou investir R$ 1.000,00 lembre-se que não é o total que você poderá investir, porque ainda incidirá o imposto no final da cobrança, pois o imposto será somado depois.
Erro comum: simplesmente descontar 12,15%
Muitos anunciantes cometem o erro de apenas subtrair 12,15% do orçamento no cartão. Isso não resolve, pois o imposto é adicionado ao final, e não deduzido.
Forma correta de calcular no pagamento pós-pago
Para manter o valor final próximo do que o cliente autorizou, o cálculo correto é multiplicar o orçamento total por 0,89 (aproximadamente).
Exemplo prático:
- Orçamento liberado pelo cliente: R$ 1.000,00
- Cálculo correto: 1.000 × 0,89 = R$ 890,00
- Imposto sobre R$ 890,00 (12,15%): R$ 108,13
- Total cobrado no cartão: R$ 998,13
Resultado:
- O cliente paga praticamente R$ 1.000,00
- O orçamento correto de mídia deve ser R$ 890,00
Resumo:
Para clientes com cobrança no cartão de crédito, o orçamento de anúncios deve ser o valor liberado multiplicado por 0,89 (aproximadamente).
Como a B2DCOM está aplicando esse modelo na prática
Na B2DCOM, padronizamos o lançamento dos orçamentos da seguinte forma:
- Clientes PIX ou Boleto:
- Orçamento = valor pago menos 12,15%
- Clientes Cartão de Crédito:
- Orçamento = valor liberado × 0,89
- Imposto será somado posteriormente na fatura
Esse modelo já está sendo replicado internamente em contas como Casanova Toalhas, exatamente nesse formato.
Por que esse ajuste é essencial?
Sem essa correção, o anunciante pode enfrentar:
- Queda abrupta de alcance;
- Redução de leads ou vendas;
- Orçamentos estourados no cartão;
- Relatórios distorcidos;
- Dificuldade de escalar campanhas;
Não é aumento de custo invisível, é matemática aplicada à mídia paga.
Marketing sem achismo
A mudança no modelo de cobrança da Meta exige mais planejamento financeiro, transparência e precisão nos cálculos.
Empresas que se antecipam e ajustam corretamente seus orçamentos:
- Protegem resultados
- Mantêm previsibilidade
- Evitam surpresas na fatura
- Continuam escalando com segurança
Se você anuncia no Facebook ou Instagram e quer garantir que seu investimento continue performando em 2026, fale com a B2DCOM.




